Na semana de lançamento de Dead Space 2, um dos títulos que concorrem para ser o melhor jogo do ano, o mais vendido no Steam é: Magicka. Pode ser o preço, enquanto o terror espacial custa 60 dólares, Magicka custa apenas 10. Verdade, pode ser o preço, mas pode ser outra coisa.

Magicka será um dos jogo mais bugados, com poucas opções e injusto que você vai jogar na sua vida, e eu não estou sendo metafórico, você TEM que jogar este game. Se quer saber o porque, clica ai embaixo.
Fazer uma análise de Magicka é um trabalho diferente, pois a quantidade de problemas que ele apresenta chegam a irritar, mesmo assim, existe alguma qualidade superior no trabalho dos suecos da Arrowhead Game Studios. Fica complicado até pensar se começo pelo lado bom ou pelo lado ruim.

Em Magicka você é um mago e irá enfrentar diversos desafios da mitologia nórdica, a história diverte, mas não é nada de absolutamente revolucionário – ou este seria o primeiro RPG que tenta ser engraçado?
A primeira vista as semelhanças com Diablo e sua visão isométrica são grandes, mas a falta de itens, leveis, skill points, mapas gerados, faz com que você perceba rapidamente que está em algo diferente.
Nos primeiros 5 minutos, no level tutorial, você já vai receber os oito elementos básicos para as suas magias, e com exceção de alguns livros que lhe ensinam magias bastante específicas, você já tem tudo aquilo que é necessário para terminar o jogo. A grande mecânica está justamente nestas magias, pois elas são combináveis.

Para conseguir explicar vou pegar um exemplo bem simples. Entre as oito magias, duas delas são a de fogo e a de pedra. Elas fazem exatamente o que você supõe que elas façam: a de fogo solta um pequeno jato flamejante, enquanto a de pedra solta uma, bem, …, pedra. A diversão fica quando você habilita as duas ao mesmo tempo. O resultado? Uma “bola de fogo”.
Isto faz TODA a diferença. São oito magias, portanto as combinações são estratosféricas. Raio elétrico congelante, ou unir um escudo com pedras e fogo para criar um fabuloso escudo de vulcões!!! E acredite, isto é tão divertido no jogo quanto parece ser.
Mas de nada adiantaria ter dezenas de combinações diferentes se cada inimigo tivesse uma única forma de ser derrotado, e nisso você pode ficar tranquilo. Existem inúmeras formas de derrotar seus adversários e cabe a você escolher o que quer fazer: ser mais ofensivo, mais defensivo, mais pirotécnico, ou tudo de uma vez.

Mas, nem tudo são maravilhas. Se no jogo single player existem alguns pequenos bugs que chegam a atrapalhar a jogatina, no multiplayer – até 4 pessoas – os níveis de erro beira ao insuportável. De ser desconectado, a lags gigantescos, ao simples fato de não conseguir simplesmente se conectar no jogo do seu colega.
A empresa prometeu resolver todos os problemas o mais rápido possível e de fato colocaram os ‘macacos programadores’ para trabalhar, pois desde o lançamento já foram 3 patchs, que chegaram a resolver alguns problemas. Mas nada disso seria necessário se o jogo tivesse passado por um período de beta test. Ok, que aprendam, afinal é o primeiro jogo deles.
Então significa que quando os bugs forem resolvidos teremos o jogo perfeito, certo? Er… Não. O grande defeito do jogo é justamente a sua liberdade, ela vale tanto para você quanto para os seus adversários, e isto pode causar alguns mouses serem tacados na parede. Existem inúmeras ações que podem lhe matar, a mais chata de todas é cair em algum lugar.

Explico, imagine que metade das suas magias (e metade das magias dos seus inimigos, portanto) fazem as coisas voarem, o efeito pinball é, as vezes, repetido a exaustão sem grande controle do jogador. E isto pode ser extremamente frustrante.
Aliado ao fato de você poder morrer a qualquer momento, sem grande controle, é distribuição dos pouquíssimos save points. Não me entenda mal, save points em jogos modernos muitas vezes são frescuras que não tinhamos acesso nos 8-16 bits, MAS, a partir do momento que você pode morrer em um jogo SEM que você tenha feito absolutamente NADA de errado, e daí voltar 3, 4 partes para trás, para logo depois morrer exatamente da mesma forma, sem ter feito novamente nada de errado. Aí você tem um problema, um problema grave.

Além disso não há muito o que fazer depois que você terminou o modo campanha – e ter ido comprar um mouse novo. Existe um modo Arena, é verdade, e o modo multiplayer que deveria ser a grande estrela do jogo, mas por enquanto beira ao inviável – embora no mesmo computador as coisas parecem estar funcionando melhor.
Mesmo assim, com todos estes bugs, com todos estas mortes genéricas, com a falta de um fator replay oficial, fica difícil não recomendar Magicka. Talvez por que ele me lembre um pouco a jogabilidade de Ragnarok – com clicks de mouse e as habilidades no teclado – talvez porque é uma idéia boa neste mar de idéias novas que não valem nada.
Por dez dólares e uns dois mouses quebrados Magicka é a melhor compra do mês de janeiro, mesmo contando aquele de terror, porque se o objetivo é tremer, você irá aqui também. De raiva, mas vai tremer.
Confira o trailer:
Magicka está disponível para PC na plataforma Steam por US$ 9,99

Nossa eu ja tinha ouvido falar dele no BJ parece ser divertido
É bem divertido sim
Acho que não tenho mais coragem de testar jogos online, ainda mais comprar, foram tantas tranqueiras.
10,00 U$ quase pagam uma mensalidade de wow =P
Tem demo também, se quiser dar uma fuçada. Tá na página que eu linkei no artigo.
Hoje lançaram um patch e anunciaram a solução de diversos problemas que eu tava sofrendo, não consegui testar ainda online, mas se resolveram o que prometeram já vai de “jogue” para “você PRECISA jogar”
Enquanto o Diablo 3 não sai, a gente vai ficar procurando por um substituto e são muitos que tentam imitar, mas infelizmente sai essa mistura de Ragnarok com Runescape e absolutamente bugado e com um fator de diversão duvidoso.
Posso dizer que o único que me satisfez até o momento é o Torchlight embora este tenha a infelicidade de não ter multiplayer. Agora no segundo trimestre está para lançar o Torchlight 2. Vamos ver como fica.
Ah é, o tópico é sobre Magicka… hum, não…
Eu não o peguei como “Diablo”, então fiquei satisfeito, ao contrário de Torchlight que eu peguei como se fosse um Diablo moderno e fiquei bastante decepcionado.
Até penso em testar o dois, se diablo 3 ainda não tiver sido lançado. Mas sem grandes expectativas.
isso é uma tentativa de fazer um Dota diferente?
Hm… Não exatamente. O jogo é focado em PVE e não PVP… Ele lembra diablo, como disse no texto, mas com diversas modificações que o deixam bem diferente deste.
Agora, de fato, não tem semelhança alguma com DOTA.
Dizem que o grafico é extremamente pesado…minha placa de video é onboard…sera que roda nas configs minimas?? e o que faz ele ser tao pesado assim, ja que (pelo menos pelos videos) o grafico nao passar de um gameboy melhorado?
Estou rodando um pc relativamente parrudo e as vezes tenho algumas pequenas travadas. Mas parece ser mais erro de programação do que o pc peidando mesmo.
Placa de video onboard não é exatamente recomendável para jogos (sério, você pega uma placa low-end por uns 300 reais no mercado livre, e o ganho vai ser astronômico).
O jogo tem diversas partículas e efeitos, além de ter sido por um estúdio independente (ou seja, mais problemas para realizar um bom trabalho de otimização). Talvez por isso o peso.
Na verdade acho que existe semelhança sim com o Dota.
Caso alguem recorde o Invoker fazia a mesma coisa que o personagem aparenta fazer, juntar elementos ter diversas variações e usá – las para cria efeitos e magias diferentes.A diferença é q nesse são 8 e no dota eram 3 apenas.
Joguei muito pouco DOTA, então não sou exatamente uma “autoridade”. Mas acredito que o principal aspecto do jogo seja o pvp.
Foi o que eu quis dizer